BACHARELISMO E JUÍZES COMO UMA ELITE NA SOCIEDADE BRASILEIRA

Autores

Resumo

O presente artigo busca observar o bacharelismo brasileiro a fim de partir de um panorama histórico-sociológico da construção do Poder Judiciário com a finalidade de compreender a importância do Judiciário desde a formação do Estado brasileiro até os dias atuais. Assim, são descritos alguns fatores que fizeram dos juízes uma elite, que parece resistir a crises e transformações sociais. Numa abordagem qualitativa, objetiva-se compreender e descrever características dos fenômenos inferidos, a partir de uma pesquisa bibliográfica, com a finalidade de mostrar como tem se sustentado o simbolismo da figura do juiz no imaginário brasileiro. Nesse aspecto, infere-se que o juiz aparece como um salvador, visto como mais consciente para revelar respostas à população, apresentando-se essa orfandade como um dos fatores para judicialização da vida. Conclui-se a existência de uma personalização na figura do Estado, em que o juiz aparece como mentor social e, consequentemente, constitui fator, embora não o único, de incremento do número de processos em trâmite no judiciário, uma vez que sociedade civil e o poder político não tem logrado êxito em resolver as demandas sociais.

Biografia do Autor

Luciano Athayde Chaves, Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Doutorando em Direito Constitucional na Universidade de Fortaleza (UNIFOR). Mestre em Ciências Sociais (UFRN). Professor do Departamento de Direito Processual e Propedêuticas (DEPRO) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)

Ryanny Bezerra Guimarães, Universidade Federal do Tocantins

Mestre em Estudos da Linguagem pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Professora do curso de Direito (campus Palmas) na Universidade Federal do Tocantins.

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Publicado

30-06-2026

Como Citar

CHAVES, L. A.; BEZERRA GUIMARÃES, R. BACHARELISMO E JUÍZES COMO UMA ELITE NA SOCIEDADE BRASILEIRA. Revista da AJURIS , [S. l.], v. 53, n. 160, 2026. Disponível em: https://revistadaajuris.ajuris.org.br/index.php/REVAJURIS/article/view/1542. Acesso em: 30 jun. 2026.

Edição

Seção

DOUTRINA NACIONAL