COSTURAS INVISÍVEIS

REFLEXÕES SOBRE A EXPLORAÇÃO SOCIOAMBIENTAL NA CADEIA PRODUTIVA DA MODA

Autores

  • Jéssica Scopel Signorini TJRS

Resumo

Por trás das vitrines, desfiles e tendências da sociedade, existe uma realidade muitas vezes invisível, que explora a humanidade e o meio ambiente dos países do Sul Global para satisfazer as ávidas demandas da indústria têxtil. De um lado, identidade, estilo, expressão e personalidade. Do outro, trabalho escravo contemporâneo, exploração da infância, escassez de recursos e poluição. Sendo assim, viabilizado por meio de pesquisa bibliográfica e documental e com as técnicas de revisão e estudo de caso, este artigo apresenta como objetivo principal analisar a exploração socioambiental na cadeia produtiva da moda, destacando de que forma os impactos ambientais e sociais se articulam no modelo de produção e consumo contemporâneo. Subdividido em dois tópicos, o primeiro examina como o modelo de fast fashion contribui para a degradação ambiental, com foco nos processos de produção, consumo acelerado e descarte de resíduos têxteis, relacionando tais práticas à crise ecológica mundial. Na sequência, o segundo tópico investiga como a terceirização e o uso de mão de obra escrava relacionam-se às demandas por produtos de baixo custo, e como essas ações reforçam padrões de consumo que perpetuam a exploração. Por fim, conclui-se que a lógica fast fashion reproduz práticas de um sistema de consumo que valoriza quantidade e velocidade em detrimento da dignidade humana e da sustentabilidade. Esses elementos, quando observados em conjunto, evidenciam que a moda é também um campo atravessado por desigualdades globais, injustiças socioambientais e urgência ética, demandando repensar práticas de produção, consumo e responsabilidade coletiva.

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Publicado

30-06-2026

Como Citar

SCOPEL SIGNORINI, J. COSTURAS INVISÍVEIS: REFLEXÕES SOBRE A EXPLORAÇÃO SOCIOAMBIENTAL NA CADEIA PRODUTIVA DA MODA. Revista da AJURIS , [S. l.], v. 53, n. 160, 2026. Disponível em: https://revistadaajuris.ajuris.org.br/index.php/REVAJURIS/article/view/1710. Acesso em: 30 jun. 2026.

Edição

Seção

PRÊMIO AJURIS DIREITOS HUMANOS